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Robusta e Competitiva – Ensaio à bicicleta KTM Myroon Prime 
By Omri Zerach – May 3rd, 2015
KTM Bicycles, Mountain

As bicicletas em carbono, leves e rígidas evoluíram dos atletas fortes e rápidos para os aficionados das bicicletas leves com máxima capacidade de impulso. Isto é surpreendente, mas parece que muitos atletas escolheram evitar os quadros de suspensão total tecnologicamente avançados e sofisticados com amortecedores com bloqueio inteligente e concentram-se mais na simplicidade e fiabilidade das rígidas. No teste à KTM Myroon Prime 11s 2015, vamos tirar impressões sobre a sua qualidade e perceber quem é o atleta ideal para esta bicicleta.

Modelo: Eliad Daniel
Fotógrafo: Giaha
Tester: Omri Zerach

  • Bicicleta: KTM Myroon Prime 11s 2015
  • Peso: 9,6kg com pneus diferentes dos originais. O peso de tabela é 8,9kg
  • Preço: 3699€


Até há poucos anos atrás, este nicho focava-se essencialmente nos quadros em aço ou em titânio. Hoje em dia, com o conhecimento adquirido e maximização da capacidade de fabrico em carbono, a maior parte dos fabricantes disponibilizam quadros de boa qualidade, que não castigam os seus utilizadores do mesmo modo que os quadros em alumínio ou mesmo carbono de apenas alguns anos atrás. As novas ligas de carbono possibilitam a incorporação de efeito de amortecimento real controlado e essa flexibilidade - rigidez lateral e amortecimento vertical passivo - não são apenas palavras giras, estes quadros conseguem mesmo fazê-lo. Além disso, o carbono tem vantagens em termos de absorção e dissipação de vibrações. No fim do dia, a sua experiência vai ser bem melhor do que as bicicletas rígidas do passado. A introdução da roda 29' também adiciona maior relevância às qualidades das rígidas. 


O que podemos realmente esperar das bicicletas desta categoria?

Primeiro, têm de ser leves. Sim, se eu vou lidar com dificuldades nas descidas técnicas com os meus amigos com suspensão total, pelo menos tenho vantagem nas subidas e, mais importante, no comparativo do peso. Aqui não importa que é o maior, aqui o mais importante é quem tem o menor peso.

Segundo, rigidez e poder de impulso. Os atletas que preferem as rígidas são viciados naquela sensação imediata da transformação da força em impulso, sem qualquer "sag" ou atraso criado muitas vezes pelo amortecedor traseiro. Resposta directa e responsiva. Aqueles que se viciam nisto, não querem mais nada.

Obviamente, também existem algumas desvantagens. Recentemente, cada vez mais atletas XC alteram ou afinam o amortecedor em algumas etapas do World Cup e fazem-no porque as actuais pistas XC são diferentes. Quem teve oportunidade de assistir às provas do campeonato Europeu jamais esquecerá o choque que sentiu depois de ver as proezas técnicas, a força e sobretudo a velocidade dos atletas. As pistas actuais permitem escolher bicicletas que têm bom controlo, manobrabilidade e aderência em pontos específicos e neste contexto, as rígidas podem parecer pouco adequadas à partida. Além disso, os atletas de maratonas e particularmente os utilizadores activos e amadores começam agora a perceber a importância e conforto e cedem um pouco à competitividade extrema.


Então até onde pode a chegar inovação neste campo?

Sendo difícil, na verdade não é nada simples inventar um novo sistema de amortecimento traseiro ou melhorar os actuais sistemas de suspensão total ano após ano. Ainda há muita margem de trabalho neste aparente e relativamente simples campo. Um facto é que os percursos são cada vez mais técnicos que, combinados com as rodas maiores, significa que as bicicletas têm de ser mais rápidas e melhor comportamento global. De cada vez que surge no mercado um novo standard, todos têm igualar o novo patamar. Como mencionamos, o peso tem de ser baixo, mas onde pode ser reduzido e onde deve ser reforçado? Até onde devem ir as actuais tendências fashion e soluções standard ou pensar "fora da caixa" e tentar novas abordagens? A vida dos engenheiros não é fácil de modo algum. A verdade é que tivemos oportunidade de conhecer o departamento de I&D KTM Bike Industries e depois de algumas cervejas, para mim, não imaginava que tinham uma vida com tantas questões bem difíceis..

Vamos concentrar-nos na Myroon e perceber se esta bela e desejável bicicleta que estamos a testar tem de facto um cérebro. Mas primeiro, vamos falar de números:


Quadro e Sex Appeal

O peso do quadro é muito bom, mas sem chegar ao extremo. A abordagem da KTM foi em conceber um quadro relativamente fiável com um elevadíssimo standard de soluções tecnológicas e com uma qualidade de acabamentos que geralmente acusam alguns gramas extra na balança. O peso do quadro é de 1250gr e em conjunto com o excelente equipamento, esta bicicleta pesa 9,5kg, mas não é muito difícil de baixar os 9kg com uma montagem seleccionada.

Mas a KTM têm um acabamento perfeito. A qualidade Austríaca é precisa e a qualidade da pintura e do carbono é simplesmente no topo da escala do impressionante. A pintura mate é bonita e a aparência fantástica. Pessoalmente - no grupo editorial existem opiniões diferentes sobre qual a cor mais bonita - eu sempre preferi esta estética limpa, soberba e clássica da pintura branca e preta - existe uma alternativa laranja neste modelo. Por isso mesmo, eu dei a minha opinião, mas claro que existem aqueles que preferem a pintura mais agressiva da versão "Prestige".


Em termos de check-list das tecnologias e características - esta bicicleta tem tudo. 

  • Pinça de travão traseiro Postmount
  • Ponteiras ocas com dropout 3D carbon
  • Eixo traseiro 12mm
  • Eixo dianteiro 15mm
  • Centro pedaleiro Pressfit BB
  • Direcção taper
  • Cabos internos
  • Suspensão com bloqueio remoto
  • Desviadores DirectMount

 


Geometria:

O quadro da Myroon tem uma estrutura única: o tubo do espigão de selim e centro pedaleiro. De acordo com a tabela das geometrias standard, o ângulo é relativamente normal com 73º ao centro pedaleiro, mas a conexão do tubo inferior ao centro pedaleiro é descentrada. À partida, esta solução não tem efeito na posição do corpo relativamente ao pedaleiro, mas significa que o tubo de espigão e o espigão têm uma incidência diferente sobre o centro pedaleiro e encontramos uma estrutura que coloca mais peso sobre o espigão. É possível que aqui, o objectivo dos engenheiros da KTM seja potenciar o efeito amortecimento passivo vertical do quadro. É curioso, pois os números da geometria não revelam a capacidade de impulso deste quadro. Mas há mais: o reposicionamento do peso foi concertado com uma "testa" de quadro relativamente pequena, esta bicicleta é a resposta para aqueles atletas que procuram agilidade e dinâmica. O ângulo da direcção é relativamente fechado: 71.5º e vamos falar disso mais tarde.


Componentes:

A selecção de componentes não deixou nenhum ponto despido e parece que se, caso pudessem, a KTM também colocaria o seu logo nos componentes Shimano.

O cockpit é totalmente KTM Bike Industries. É interessante e apropriado referir que o guiador KTM Prime Carbon 2X 720mm tem ergonomia excelente, tal como o peso. Referência ainda para as inscrições dos binários de aperto no próprio quadro ou nos respectivos componentes, um toque gráfico bem bonito e muito funcional para o utilizador!


A KTM tem punhos óptimos. Muito confortáveis e absolutamente equilibrados entre suavidade, aderência e ergonomia (são de espessura variável - grossos no centro, finos nas extremidades).

Sobre a suspensão - não é Kashima, mas pertence aos mais elevados níveis de qualidade numa de suspensão: Fox 32 Float 39 FIT CTD Remote, com bloqueio remoto.


Com o objectivo do peso e simplicidade, o grupo XTR montado não tem desviador dianteiro nem o quadro tem fixação, é totalmente 1x11. As rodas DT Swiss, personalizadas KTM Bike Industries são leves e de elevada qualidade. Os pneus originais (Schwalbe Rocket Ron) não eram adequados ao trilho do ensaio, por isso optamos por montar outros, na medida 2.2 e com um cardado e volume mais funcionais.

 


Pedalar

Não há nada melhor do que aquele sentimento de estar prestes a pedalar numa bicicleta destas e arrancar com um sprint vigoroso, de preferência com suspensão bloqueada! Cada pedalada recebe todo o respeito do quadro e simplesmente sentes-te uma bala! A Myroon é uma bicicleta para atletas e isso sente-se logo no primeiro momento. Talvez conheças alguém com que tenha uma bicicleta com menos de 9kg ou ainda menos ainda (mas isso não é especialmente bom, é apenas muito caro...) mas com 9,6kg, sentes aquela leveza viciante e a rigidez soberba que te fazem voar pelas subidas acima!


Nas curvas e nas subidas a bicicleta é extremamente rápida e tem excelente reacção - a direcção é do tipo "fast and furious", porque o ângulo é fechado (71.5 como referimos antes) e a coluna baixa. Nas descidas mais abruptas, com pedras e trilhos estreitos, este nervosismo necessita de habituação.


A bicicleta Myroon perdoa pouco os erros técnicos durante as descidas rápidas com pedra, que é um pouco o estilo das pistas Europeias. Cada atleta tem as suas preferências e estilo de andamento, mas a Myroon apresenta-se com excelente equilíbrio, especialmente no rácio peso-preço.


Resumo:

Uma bicicleta elegante, agressiva e especialmente com excepcional qualidade de fabrico, com excelente nível de equipamento baseado no grupo XTR e XT, um quadro com todas as características que se podem pedir, um par de rodas excelente Dt Swiss com eixos passantes de 12 e 15mm, um peso muito bom, com comportamento excepcionalmente rápido nas pistas e maratonas. A rapidez e rigidez são magníficas nas subidas, mas menos tolerantes nas descidas técnicas. Para quem é esta bicicleta? A Myroon foi concebida para o atleta que quer vencer - seja em competições XC ou no passeio semanal com os amigos... ou um atleta que goste de deixar um rasto de poeira nas subidas, ou quem seja viciado no impulso da pedalada e do baixo peso. Um atleta que não goste da suavidade de um amortecedor traseiro, mas atento às vantagens do conforto numa bicicleta de competição.

 

 

  • Cópia e tradução do artigo original em Bikepanel

 



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